quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

S.E.F. Sociedade Esportiva Friburguense…

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 0

sef fachadanet Fevereiro de 2010 – Entrada principal da Sociedade Esportiva Friburguense

A Sociedade Esportiva Friburguense, fundada em 18 de junho de 1921, por um grupo de alemães, com o nome de DEUTSCHER SCHUL – UND KIRCHENVEREIN (Sociedade Alemã de Escola e Culto), visando construir um centro aglutinador e difusor da cultura teutônica, que era desenvolvida na Igreja Luterana.  Em 1924 a Escola Alemã mudou-se para a sede do Caminho Reservatório (hoje Igreja São Bento Abade), onde eram ministradas aulas de alemão e português para colonos e operários. Nesta sede a comunidade expandiu-se através de passeios, piqueniques, músicas e danças nas madrugadas, peças teatrais que atraiam brasileiros encantados com as louras e rosadas“fraulines”. sef predio original sociedade esportivaDécada de 50 do século XX – Sede da Sociedade Esportiva Friburguense.

      No dia 26/05/1935  foi lançada a pedra fundamental da nova sede situada na Avenida Rui Barbosa, atual Avenida Galdino do Valle.  Vários esportes tradicionais alemães, foram desenvolvidos como o Bolão (a 1ª pista foi construída onde hoje fica a boate) e o Faustball (concentrava seu campo onde hoje é a piscina).  Através das correspondências dos familiares de colonos alemães, chegavam notícias sobre Hitler, surgindo assim as diferenças ideológicas que só voltaria a se recompor no final dos anos 30, época da chegada do Pastor Schlupp (com a missão de colocar a casa em ordem).  Em função de seu sucesso, foi convidado a permanecer na colônia  onde ficou até os anos 80.

SEF_net_castro Vista aérea da Sociedade Esportiva Friburguense.   F0to: Osmar de Castro

Em 1941 surge a Sociedade Alemã 21 (o termo “Alemã” só permaneceu devido às dívidas junto às fábricas Arp e Filó). Mais tarde denominou-se SOCIEDADE ESPORTIVA FRIBURGUENSE.

A SEF é um patrimônio de Nova Friburgo e foi considerada de utilidade pública em 27/09/1979. Situada na Avenida Galdino do Vale Filho, área nobre da cidade, o clube tem seu quadro social composto por 1.200 sócios proprietários e 5.000 dependentes.

Nova Friburgo RJ Brasil  -  Fotos:  Osmar de Castro

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Parque São Clemente, projetado por Glaziou

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 0

   1990 Pescadores Parque São Clemente

 Lago superior nos Jardins do Parque São Clemente, projetados em 1886 por    Auguste Marie Glaziou as expensas do Barão de Nova Friburgo.

O Nova Friburgo Country Clube é um dos mais tradicionais Clubes de  Nova Friburgo além der ser um dos pontos turístico mais visitados da cidade.

Possui uma área de 225 mil metros quadrados, dos quais 80 mil fazem parte de um belíssimo jardim, tendo sido projetado pelo paisagista francês Augute Marie Glaziou, o mesmo idealizador do projeto da Quinta da Boa Vista na cidade do Rio de Janeiro é também responsável pelo projeto da Praça Presidente Getúlio Vargas em Nova Friburgo.

vista aerea_parque saoclemete_castro Vista aérea do Parque São Clemente com jardins projetados por Auguste Marie Glaziou.       Foto:  Osmar de castro

O Parque São Clemente, foi construído para ser a residência de Antônio Clemente Pinto – o  Barão de Nova Friburgo, considerado o quarto homem mais rico do Brasil no período imperial, durante a segunda metade do século XIX, sendo que o seu acervo arquitetônico guarda semelhanças daquela época. Em 1885 recebeu a ilustre visita do imperador Dom Pedro II com um suntuoso baile veneziano realizado nos jardins do “Le Chalet”. 

Antônio Clemente Pinto, primeiro Barão de Nova Friburgo, foi proprietário rural luso-brasileiro e um dos mais importante  e influente politico de Nova Friburgo. Chegou ao Brasil em 1821, onde passou a trabalhar em uma loja na cidade do Rio de Janeiro. 

 Ajudado por João Rodrigues Pereira de Almeida, barão de Ubá, enriquece por meio do comércio escravos e adquire várias fazendas de produção de café nas regiões de  Nova Friburgo, Cantagalo e São Fidélis. Entre muitas, as mais importantes foram a fazenda de Areias e a fazenda do Solar do Gavião.

Casado com Laura Clementina da Silva e pai dos condes de Nova Friburgo, Bernardo Clemente Pinto Sobrinho, e de São Clemente, Antônio Clemente Pinto Filho.

coretonetcastroCerejeiras nos jardins do Parque São Clemente Foto: Osmar de castro

No Rio de Janeiro, o Barão de Nova Friburgo construiu o atual prédio do Palácio do Catete – à época conhecido como Palácio das Águias – e o Chalé do Parque São Clemente, que se tornou a sua residência de veraneio em  Nova Friburgo, estando, hoje, aos cuidados do Nova Friburgo Country Clube.

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                   Jardins do Parque São Clemente, projetados por Auguste Marie François Glaziou                  em  1871,  às expensas do Barão de Nova Friburgo.

Por sua iniciativa, implantou o primeiro ramal da Ferrovia de Cantagalo, ligando Porto das Caixas a Cachoeira de Macacu.  Após sua morte, seus filhos prosseguiram com o projeto ferroviário, ligando Porto das Caixas até Niterói e depois até  Cantagalo, passando por Nova Friburgo. Por fim, em 1882, a ferrovia atingiu a localidade de Itaocara, às margens do  Rio Paraíba do Sul.

Antônio Clemente Pinto, recebeu o baronato por decreto de 28 de março de 1854 e grandezas por decreto de 28 de abril de 1860. Era grande do Império, cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa e de Cristo e Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial.

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Interior do “Le Chalet”   -  Foto: Osmar de castro

No ano de 1915, o imóvel foi vendido pelos sucessores do Barão de Nova Friburgo, sendo o seu patrimônio hoje gerido por uma sociedade civil  e sem fins lucrativos - o Nova Friburgo Country Clube.

Além de ser um dos cartões postais da cidade, o local é também palco de festas e de expressivos eventos como o Festival de Inverno de Nova Friburgo, A FEVEST – Feira do Vestiário de Nova Friburgo, Festa da Flor, Festival do Colonizador, Festa da Primavera e etc...

Parte do Nova Friburgo Country Clube é aberta à visitação pública, enquanto algumas de suas dependências funcionam exclusivamente para os associados ou ocasiões especiais com shows e grandes eventos como a FEVEST.

Hoje o clube conta com um moderno centro de esportes que inclui piscina, campos de futebol, quadras poliesportivas, estande de tiro ao alvo, quadra de basquete, três quadras de tênis e quadras de  squash.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Fazenda do Morro Queimado, Nova Friburgo…

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 0

morro queimado acervocastronet           A gravura acima é cópia de um trabalho elaborado por J. Steimann, em cerca de 1830, e  gravada  por  Fr. Salathé.  Nota-se  claramente que o artísta registrou  suas  observações  sobre  o local e que, somente depois, afastado do ambiente, concluiu a obra.  As montanhas  representadas  não demonstram exatidão, estando  um  tanto  longe  da  realidade.  A chamada  "Cascata do Chatô", hoje  quase inteiramente desaparecida, foi  representada  como  fluindo  da  superfície rochosa que, equivocadamente, apresenta-se  mais  alta  do  que  as  das  "Duas Mamas".   A representação da  Rua  Direita  e  dos grupamentos  de casas  que,  então, dividiam a atual  Praça  Presidente  Getúlio  Vargas  em  três espaços,  não  está  precisa.  Ao  alto,  foi  representada a antiga sede da  "Fazenda do Morro Queimado", depois transformada  em  Administração da Colônia e capela da Vila, a que os suíços denominaram "Château  du  Roi". O prédio situado  na  várzea,  mais  à esquerda, com telhado chanfrado,  seria o quartel da Polícia, que jamais foi concluído.

“Nova Friburgo é algo de ímpar no contexto brasileiro. Nós o dissemos  com  acerto e com orgulho. Ela exibe várias singularidades, vejamos  algumas delas:

     -- Nova Friburgo foi a única cidade do Brasil a ser fundada por um rei, D. JoãoVI, o Clemente, que exigiu textualmente que a primeira paróquia da mesma fosse dedicada ao santo de seu nome, São João Batista.

      -- Curiosamente, a paróquia de Nova Friburgo foi instalada na Suíça, no porto lacustre de Estavayer-le-Lac,  onde foi celebrado  seu primeiro casamento.

memorial colonos_castronet     Réplica de um quarto de colonos suíços  feito em cedrinho dos alpes no “Memorial da Colonização Suíça” em Conquista – Nova Friburg.       Foto: Osmar de Castro

  -- Constitui-se na primeira colonização não portuguesa acontecida no Brasil, em caráter permanente. Estando registrados os nomes de todos os seus fundadores, num preito de verdadeira admiração e perene gratidão.

 urania Réplica do navio Urânia construída por  Lúcio Suriani.  Foi um dos veleiros utilizados pela colônia Suíça de 1819, na sua maioria do Cantão de Fribourg.  Construído em 1785 (Hanburg-Germany), foi um veleiro de 600 toneladas, 45 metros de comprimento, calado de 14 pés, e considerado de "primeira qualidade". Foi projetado para transportar mercadorias. Logo, conclui-se que os emigrantes embarcados eram "cargas humanas",  comparando-se aos escravos.    Pela  lei holandesa, não poderia transportar mais  que 360 passageiros. Todavia, em 12 de setembro de 1819, partiu do porto de Rotterdam (Holanda) comandado pelo  capitão Boch, com 437 suíços e chegou na Baia de Guanabara-RJ em 12 de dezembro de 1819 com apenas 330 passageiros.

     --  Foi a primeira colonização alemã havida no Brasil, anterior, inclusive, ás do Sul do país. Os nomes de todos os colonos alemães são, também, conhecidos e guardados com carinho e orgulho.

      --  Em Friburgo foi instalada a primeira Comunidade Protestante da América Latina, com a chegada dos alemães, em 1824. Antes dela, em 1819, nos brejos de Mijl, na Holanda, onde estiveram acampados por muitos dias, os suíços protestantes chegaram a se reunir e formar  um “Colégio de Ajuda” para proteção mútua e pedir ao rei, ao chegarem, liberdade religiosa.

convento_acervo castroRuínas do Convento de Macacu, onde foi instalado um hospital, por ocasião da chegada dos colonos suíços ao  Brasil e onde faleceram  35 deles ( um vitimado por acidente). Logo depois a pequena  vila, cujo nome oficial era Santo Antônio Sá, foi inteiramente varrida do mapa, tendo o mesmo acontecido com a vila de São João da Boa Morte, situada  próxima à primeira, em decorrência da chamada febre ou tifo de Macacu.   Acervo Digital Castro.

    -- Nova Friburgo foi a primeira célula urbana do Brasil a ser projetada. Foi construída  e passou a aguardar a chegada de seus futuros habitantes.

castro        Objetos pessoais dos primeiros imigrantes suíços aqui chegados em Maio de 1818. 

     -- Em Nova Friburgo, durante os primeiros anos de sua existência, eram falados pelo povo, simultaneamente, três idiomas: o português, o francês e o alemão. Inclusive os avisos e as resoluções  oficiais eram redigidos nas três línguas.

      --  Logo depois de habitada, um sexto dos habitantes de Nova Friburgo era composto por órfãos, fato decorrente das muitas mortes havidas durante a terrível viagem.

detalhe das casas coloniais  Detalhe da aquatinta, onde observamos as “Casas Coloniais” e  a casa sede da “Fazenda do Morro Queimado”, conhecida pelos habitantes da villa como “Chatêau du Roi”, onde em 1886, foi instalado o Colégio Anchieta da Companhia de Jesus.

      -- O primeiro colégio misto do Brasil (para meninas e meninos) foi instalado em Nova Friburgo, logo depois de chegados os colonos suíços.

      -- Subsistem em Nova Friburgo duas bandas-de-música mais que centenárias. Uma delas, a Euterpe, ostenta, desde sua fundação, ocorrida em 1863, a bandeira de cor verde, representativa da Monarquia. A outra, a Campesina, surgida em 1870, desfralda o lábaro rubro, para destacar seus ideais republicanos e ante escravocratas. 

       
      -- Em Nova Friburgo foi hasteada pela primeira vez no Brasil, em sua panóplia oficial de bandeiras, o estandarte da Consciência Negra, num preito de reconhecimento por essa raça que tanto vem contribuindo para a grandeza do Brasil.

       -- Nova Friburgo contém a maior fatia remanescente da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro e é, deste, seu maior produtor de flores e hortigranjeiros.

                         Raphael Luiz de Siqueira Jaccoud.                 Descendente de colonos suíços emigrados a bordo do veleiro “Urânia”, em 1819.

Bitmap em juliotozonni Jardim de  inverno do Colégio Anchieta da Companhia de Jesus, fundado  em 1886, no antigo “Château du Roi” ou “Castelo do Rei” por Padres Jesuítas.

Fotos: Osmar de Castro – Nova Friburgo Brasil -  Direitos Reservados

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Troféu Benito di Paula aos melhores da música

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 0

benito-di-paula Infelizmente, muitos friburguenses não sabem, mas não é à toa que o cantor e compositor Benito di Paula é conhecido Brasil afora como O homem da montanha. Claro que o título é referente a um dos seus grandes sucessos, mas a composição tem a ver mesmo com os encantos de Benito por sua terra natal na infância e adolescência: Nova Friburgo, mais precisamente no bairro Perissê. Hoje residindo na capital paulista, Benito di Paula pouco é lembrado por seus conterrâneos na Suíça Brasileira.
Convicto que essa falta de reconhecimento precisa começar a ser banida, o Grupo de Arte, Movimento e Ação (Gama) dá o primeiro passo para que Benito seja reverenciado por Nova Friburgo. “Uma cidade que não conhece o seu passado e não luta por um presente atuante está fadada a não ter futuro e a mergulhar na alienação”, defende um dos fundadores do Gama, Júlio Cézar Seabra Cavalcanti, o Jaburu.

Nova Friburgo:tradição musical

A homenagem do Gama e de Nova Friburgo a Benito, o Amigo Charlie Brown, não acontece por acaso. O município tem vocação musical desde seus primórdios. A observação é do integrante do Gama, Giovanni Bizzotto: “Antes mesmo de construir sua primeira igreja, Nova Friburgo criou uma banda de música. A vocação musical desta terra é latente”, diz. E tem razão. Tal vocação se destaca até hoje com a atividade de mais de três mil pessoas envolvidas no município, de alguma forma, com a música, seja nas bandas centenárias Euterpe e Campesina, no curso superior de música da Universidade Candido Mendes, em aulas de música particulares, nas fanfarras das escolas e também na noite.
“Premiar os talentos da terra com o troféu Benito di Paula é um incentivo maior à classe. Esse concurso agrega valores e os próprios artistas”, acredita o presidente do Gama, o também titular da coluna Gastronomia do caderno Light, Chico Figueiredo. O prêmio Benito di Paula aos melhores da música tem ainda o apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

Fonte: A Voz da Serra - leia matéria completa

Discografia de Benito di Paula

Clique Aqui para baixar Benito di Paula no Seu Celular

Homem Da Montanha

 

Estou na cidade grande
E a saudade é tamanha
Quero ver se volto logo pra serra
Eu sou homem da montanha

Refrão

Estou na cidade grande
E a saudade é tamanha
Quero ver se volto logo pra serra
Eu sou homem da montanha
Eu nasci com a minha sorte
Eu sou filho da alegria
Meu pai se chama José é
Mamãe se chama Maria

Refrão

Meu pai se chama José é
Mamãe se chama Maria
Eu era menino livre
Cheio de sonhos dourados
Filho de festa de Rei eu cresci i
Friburguense coroado

Refrão

Filho de festa de Rei eu cresci i
Friburguense coroado
Hoje eu tenho saudade
Desse trem que me levou
Hoje não existe trem na cidade
Mais existe o meu amor ô ô
Hoje não existe trem na cidade
Mais existe o meu amor ô ô

Refrão

Estou na cidade grande
E a saudade é tamanha
Quero ver se volto logo pra serra
Eu sou homem da montanha

Saiba Mais Sobre o Artista:

Benito di Paula, nascido Uday Veloso  (Nova Friburgo, 28 de novembro de 1941) é um dos melhores pianista, cantor e compositor brasileiro.

Uday Veloso ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito Di Paula.

Nascido em 1941, em Nova Friburgo-RJ, é um dos grandes nomes da canção nacional dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana. Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70. Seu estilo musical é conhecido como "samba jóia", ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzisticos. Seu primeiro disco "Benito Di Paula" de 1971, foi censurado por trazer a música "Apesar de Você" de Chico Buarque.

Seu segundo LP, "Ela" também não trouxe grande êxito. Mas estourou as paradas com o terceiro, "Um Novo Samba", onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música "Retalhos de Cetim".

Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como "Charlie Brown", "Vai Ficar Na Saudade", "Se Não For Amor", "Amigo do Sol, Amigo da Lua", "Mulher Brasileira". Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este.

Comandou o programa "Brasil Som 75" na TV Tupi em 1975. Tem mais de 25 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas. Chegou a fazer sucesso em nível internacional também, principalmente na América Latina.

Teve parte de sua história contada no livro "Eu Não Sou Cachorro Não" do historiador, jornalista e escritor baiano Paulo César de Araújo.

Após 13 anos sem gravar, Benito di Paula lançou pela EMI Music seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.

wikipedia

http://www.benitodipaula.com.br - Página oficial do artista

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Nova Friburgo primeiro de janeiro de 2010….

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 0

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Janeiro de 2010 - O Ano Novo da Suíça Brasileira, parece ter sido congelado pelo frio mental e a névoa úmida e traiçoeira que envolveram as nossas montanhas na virada de 2009 para 2010 - dizemos com orgulho que nossa Cidade foi criada por um Decreto Real Assinado por Dom João VI em Maio de 1818, e estamos a caminho dos seus 200 anos e nem comemorar vamos? Cadê o turista da “Princesinha da Serra”, foi pra praia? E as comemorações da virada de ano nas Praças Dermeval Barbosa Moreira e Presidente Getúlio Vargas? Acabou? Onde foi parar todo mundo? O silêncio da virada de ano em nossa cidade foi perturbador, parecendo uma cidade cenográfica, até o relógio digital no início da Avenida Alberto Braune, onde nos dias corridos buscamos informação sobre hora, tempo e a humidade local, parece recusar-se a comemorar o Ano Novo. Coincidência?….

       “Nova Friburgo, a mais charmosa meiga e formosa flor das montanhas do Brasil” no dizer do amigo Raphael L. de S. Jaccoud, amanheceu no seu primeiro dia do ano de 2010 simplesmente vazia, sem hora, sem tempo, e nem muito o que comemorar, sem celebrar a vida e as perspectivas para 2010.

                 O poeta Carlos Drummond de Andrade, que por aqui passou,   foi expulso do Colégio Anchieta de Nova Friburgo, acusado de "insubordinação mental" - sabe-se lá o que poderia ser isso!    E em 1928,  publicou  o seu poema “No meio do caminho”  na    Revista de Antropofagia ,  que provocaria muito comentário.

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

 

Foto: Osmar de Castro  -   Nova Friburgo RJ Brasil

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01 de Janeiro de 2010 - Praça Presidente Getúlio Vargas, com seu amplos jardins projetados em 1881 pelo paisagista francês Auguste Marie François Glaziou para adornar a Casa Grande (onde hoje fica o Centro de Arte e a Escola Municipal de Arte do Município), que foi construída para servir de residência do Barão de Nova Friburgo e seus Familiares, na atual Praça Presidente Getúlio Vargas. Observar à direita, o prédio do I.E.N.F. – Instituto de Educação de Nova Friburgo inaugurado em 22 de abril de 1933.

Foto: Osmar de Castro - Nova Friburgo Brasil

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Avenida Alberto Braune no dia primeiro de janeiro. Vazia, fria e sem ninguém. É o fim do mundo? Não meu amigo é o frio da serra que parece ter congelado o coração dos friburguenses e calado sua voz…

Avenida Alberto Braune – Foto: Osmar de Castro

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Casa Grande do Barão de Nova Friburgo

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 0

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Agosto de 2009. A Casa Grande (onde hoje fica o Centro de Arte), foi construída para servir de residência ao Barão de Nova Friburgo e seus Familiares, na atual Praça Presidente Getúlio Vargas, projetada pelo paisagista francês Auguste Marie François Glaziou em 1881, também patrocinada às expensas do Barão, para adornar sua residência no centro da cidade. Atualmente em suas dependências ficam uma Escola de Arte, um teatro e 3 galerias de arte. O que foi uma excelente idéia, já que o prédio é tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional.

Antônio Clemente Pinto recebeu o título de Barão em março de 1854 , por Decreto do Imperador Dom Pedro II. Foi dele a iniciativa de trazer para a a estrada de ferro Catangallo, depois Leopoldina Rawilay Company, com o objetivo de escoar a sua grande produção cafeeira, como de todo a região do entorno, para o porto do Rio de Janeiro 1854, colocando Nova Friburgo no destaque nacional do cultivo de café.

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Projetada em 1881, pelo paisagista francês Auguste Marie François Glaziou é formada por enormes alas e adornada por eucaliptos seculares e canteiros de flores. Caminhar pela praça, sentar-se à sombra de seus eucaliptos e desfrutar dessa natureza é uma visita imperdível ao centro de Nova Friburgo.

A praça é o palco da cidade, nela já discursaram Juscelino Kubistcheck e Jânio Quadros em campanha para a presidência da República. Por seu desenho e sua importância histórica, a praça é considerada patrimônio pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em cada recanto uma homenagem: a estátua de Getúlio Vargas, que dá nome à praça, inaugurada um ano após a sua morte e que apresenta o texto de sua carta-testamento; a estátua de Alberto Braune; a placa à Elizete Cardoso; o busto de L.L.Zamenhof, criador do Esperanto; a máscara ao poeta grego Virgilius; a placa à Roberto Silveira – governador do estado que escolheu Nova Friburgo para local de veraneio e que com isso influenciou a vinda de outros veranistas e novos moradores para a cidade.

Outro monumento bastante significativo é a pedra conhecida como “kinen-ri”. Um bloco único de pedra, colocado sobre dois pilares, representa a importância do solo friburguense para a colônia japonesa, que em Nova Friburgo se fixou, juntamente com alemães, suíços, italianos, portugueses, libaneses, húngaros.

Acervo Digital Castro - www.osmarcastro.com.br - Foto: Osmar de Castro

Centro de arte Exposição 30x17 Casa Grande Barão

1890. Fundos do prédio “Casa Grande”, construído para servir de residência do Barão de Nova Friburgo. E que depois foi Sede do Executivo Municipal, Biblioteca Municipal, Câmara Municipal,e hoje, abriga o Centro de Ate e a Escola Municipal de Arte do município. Observar os trilhos do bondinho puxado a parelha de muares para uso exclusivo da Família Clemente Pinto.


Acervo Digital Castro – www.osmarcastro.com.br - Nova Friburgo R.J.

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Início século XX. Logo depois da retificação do Rio Bengallas. Note-se que na sua margem esquerda não havia, ainda, nenhuma construção. Mais à esquerda, junto aos morros, havia uma senda que era denominada “Caminho dos Velhacos”. Próximo ao início do mesmo pode-se notar, muito esmaecido, o prédio do, hoje, Hotel Schumacher, ainda existente, sendo o mais antigo de Nova Friburgo, anterior , mesmo, à Colonização suíça ocorrida em 1818. Acervo Digital Castro.

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