segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pontes de Nova Friburgo

segunda-feira, 28 de junho de 2010 0

ponte_xadrexnet Década de 40 do Século XX.   Ponte de pedestres sobre o Rio Bengalas entre as atuais Avenidas Comandante  Bittencourt e Avenida Galdino do Valle  Filho.  Acervo Digital Castro - Nova Friburgo  Brasil

ponte_madeira_rio_bengala

 

Década de 20 do século XX. O Rio Bengallas entre as atuais Avenidas Galdino do Valle Filho e Comte Bittencourt. À esquerda, o “Castelinho”, demolido para a construção do parque aquático do “Clube dos 50”. Ao fundo, a pedra do “Cônego”.  Ao centro, vemos a ponte em madeira, antes da construção da atual “Ponte em arcos” ou “Ponte Branca”. Acervo Digital Castro.  Nova Friburgo - Brasil.

Ponte_branca_castronet Ponte Branca sobre o Rio Bengala.  Ao fundo, o prédio do Sanatório Naval em           Nova Friburgo, e  a “Pedra do Elefante”  ou “Pedra do Cônego”.

ponte_encontro_dos_rios_castro   Ponte de madeira sobre o encontro dos “Rios Lumiar” e “Macaé”              em Lumiar.  Foto: Osmar de Castro

ponte_riograndina_net    Junho de 2010 – Ponte ferroviária sobre o rio Grande, de estrutura treliçada de aço, construida pelos ingleses em 1873,  sobre o Rio Grande de Cima.  Foto: osmar de Castro

HISTORICO DA LINHA: O que se convencionou chamar de Linha do Cantagalo pela Estrada de Ferro Leopoldina correspondia a apenas parte da E. F. Cantagalo, ferrovia original da região. Entre 1860 e 1873, a linha foi construída e aberta entre Porto das Caixas e Macuco, além da cidade de Friburgo. Essa linha originalmente tinha a bitola de 1,676m, depois reduzida para 1,109m e finalmente para métrica. O prolongamento desde a estação de Cordeiro, nesse trecho, até Portela, às  margens do rio Paraíba do Sul, somente foi aberto por pequenos trechos, entre 1876 e 1890, e esse trecho no início era chamado de Ramal Férreo do Cantagalo. Em 1890 a Leopoldina já era dona de todo o trecho, e passou a utilizar o termo Linha do Cantagalo. Esta linha foi fechada por partes: entre Cachoeira de Macacu e Portela a supressão ocorreu em 1967, enquanto que o trecho inicial foi suprimido em 1973. Os trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo-Portela e em 15 de julho de 1964 no trecho Cachoeira de Macacu-Cantagalo. Em 1969, o trecho inicial do ramal também teve os trens cancelados.                       

riograndina_ponte_de_ferronet_thumb[2]Década de 30 do século XX.  A  ponte ferroviária sobre o rio Grande, de estrutura treliçada de aço contraventada por três arcos.   Acervo Digital Castro. 

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 A Estação de Riograndina e  a  ponte de ferro com estrutura treliçada de aço contraventada por três arcos, construída em 1873  pelos ingleses.  (atualmente foi adaptada para uso rodoviário).   Foto:  osmarcastro

A estação foi aberta com o nome de Rio Grande, em 1876. O prédio atual é o original, terminado três meses antes da inauguração da estação. A vila de Riograndina, atualmente, é um distrito de Nova Friburgo, praticamente ligado ao núcleo urbano da cidade. Na época do trem, até meados dos anos 60, Riograndina apesar de já ser distrito, era considerada zona rural. Os trens de passageiros nesse trecho foram desativados em 15/7/1964. Nos anos 1980 cogitou-se de criar ali um "museu do trem" mas a idéia não seguiu adiante. 

locomotiva_praçaLocomotiva da E. Ferro Leopoldina que, no passado, serviu  a Nova Friburgo e restante do interior do Estado. Com a extinção do ramal, por ser obsoleto e anti-econômico, foi presenteada à cidade em 1966, e colocada como monumento, pela Rede-Ferroviária Federal, na Praça Pres. Getúlio Vargas. Na década de 70, por ordem da Prefeitura, foi destruída a maçarico e transformada num monte de sucata. No local foi construído um coreto, sem qualquer finalidade, por não comportar nenhuma das bandas de música da cidade.   Acervo Digital Castro

Fotos: acervo Digital Castro – Nova Friburgo Brasil

domingo, 6 de junho de 2010

Village e Colégio Anchieta

domingo, 6 de junho de 2010 0

vista_bairro_village_friburgonetJunho de 2010.  Vista aérea do bairro Village, do Rio Bengala, do prédio da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo, O Colégio Anchieta e sua piscina coberta,  as Avenidas Engenheiro Hans Gaiser, Presidente Costa e Silva e Euterpe Friburguense, o prédio do Colégio Nossa Senhora das Mercês, além dos prédios residenciais existentes.  Observe que Nova Friburgo é sempre cercada de muito verde, mesmo em um bairro no centro da cidade.

detalhe_colegio_anchieta Junho de 2010 - Detalhe do prédio do Colégio Anchieta da Companhia de Jesus, fundado em 1886, no antigo “Casarão” conhecido pelos colonos suíços como “Chateau du Roi” ou “Castelo do Rei”.    As palmeiras  “Imperiais” dão um charme paisagisto a mais ao prédio de grande valor histórico.

vista_aerea_vila_nova_net  Abril de 2010.  Vista aérea do Bairro Villa Nova, onde observamos as instalações da Fábrica de Ferragens Haga, A Casa “São Vicente de Paula”,  O “Hospital Municipal Raul Sertã” , O prédio do 6º Grupamento de Bombeiro Militar de Nova Friburgo, as Avenidas Roberto Silveira e Hans Gaiser, e o campo de futebol da Policia Militar.   Foto: Osmar de Castro.

Fotos: Osmar de Castro – Nova Friburgo  Brasil

quinta-feira, 3 de junho de 2010

“Corpus Cristi” em Nova Friburgo

quinta-feira, 3 de junho de 2010 0

corpus_cristi18 Tapete  elaborado  com sal grosso colorido com corante em pó xadrex, em frente ao prédio do Executivo Municipal na  Av.  Alberto Braune.  Foto: Osmar de Catro. 

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na  Eucaristia . É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santissima que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.

corpus_cristi13     Tapete da  Igreja do Imaculado Coração de Maria e São Pedro e São Paulo em Duas Pedras.  Foto: Osmar de Castro

Tapetes para solenidade religiosa são produzidos há mais de cem anos em Nova Friburgo
Há mais ou menos cem anos os padres do Colégio Anchieta, seguindo uma tradição jesuíta, passaram a confeccionar tapetes no campo de futebol do colégio, tornando Nova Friburgo a primeira cidade no estado do Rio de Janeiro e uma das primeiras do Brasil a confeccionar tapetes nesta data.

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Em 1969 dom Clemente, então bispo da Diocese de Nova Friburgo, iniciou uma procissão que saía do Colégio Anchieta em direção à Catedral São João Batista, passando pela Rua General Osório e Praça do Suspiro, cujos moradores começaram a confeccionar os tapetes.
Em 1974 a procissão foi transferida para a Paróquia São Bento Abade, em direção à catedral, fazendo o trajeto que persiste até os dias de hoje. Em 1977 duas senhoras da família Malta – D. Maria e D. Nair – começaram a confeccionar os tapetes, no que foram seguidas pelas professoras das redes municipal e estadual, Maria Lucia Jasmin e Eliana Amil Lisboa, que estimularam os colégios neste trabalho.
Em 1982 as professoras Inês Carestiato e Lúcia Corga, coordenadoras de ensino religioso da rede estadual, tiveram a ideia de levar a confecção dos tapetes a outras comunidades e os tapetes passaram a ser confeccionados da Catedral São João Batista até a Paróquia São Bento, onde é celebrada a missa solene, seguindo-se a procissão até a Catedral São João Batista.

corpus_cristi19  Avenida Alberto Braune – Tapete do 6º Grupamento de Bombeiro Militar de Nova Friburgo, na  Avenida Alberto Braune.   Foto: Osmar de Castro

Corpus Christi: história e tradição
O Corpus Christi é uma festa de contemplação, adoração e exaltação, em que os fiéis se unem em torno da herança mais preciosa deixada por Cristo: o sacramento da sua presença. A solenidade do corpo de Deus remonta ao século XIII, quando foi instituída pelo Papa Urbano IV, que a prescreveu para toda a igreja universal.
A origem da festa deu-se por um fato extraordinário ocorrido no ano de 1247, na Diocese de Liége, Bélgica. Santa Juliana de Cornillon, uma monja agostiniana, teve consecutivas visões de um astro semelhante à Lua, totalmente brilhante, mas com uma incisão escura. O próprio Jesus Cristo a ela revelou que a Lua significava a igreja e sua claridade o corpo de Cristo. Santa Juliana levou o caso ao bispo local que, em 1258, acabou instituindo a festa em sua Diocese.

corpus_cristi4 O fato, na época, havia sido levado também ao conhecimento do bispo Jacques de Pantaleón, que quase duas décadas mais tarde viria a ser eleito o papa Urbano IV, e ele próprio estenderia a solenidade a toda a igreja. O fator que deflagrou a decisão do papa e que confirmaria a antiga visão de Santa Juliana ocorreu por um grande milagre no segundo ano de seu pontificado: o milagre eucarístico de Bolsena, na Itália, onde um sacerdote tcheco, padre Pietro de Praga, colocando dúvidas sobre a presença real de Cristo na eucaristia depois da consagração do pão e o vinho, viu brotar sangue na hóstia consagrada (semelhante ao milagre de Lanciano, ocorrido no século VII). O fato foi levado ao Papa Urbano IV, que encarregou o bispo de Orvieto a levar-lhe as alfaias litúrgicas embebidas com o sangue de Cristo. Instituída desde então, a data foi marcada por concentrações, procissões e outras práticas religiosas, de acordo com o modo de ser e de viver de cada país e localidade.

corpus_cristi11  Detalhe da confecção do tapetes de “Corpus Cristi” na Avenida ALberto Braune.

A festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula Transiturus, de 11 de agosto de 1264, celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo após Pentecostes. A Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na quinta-feira santa e o Corpus Christi é celebrado sempre na quinta-feira após Pentecostes.
A celebração do Corpus Christi consta de santa missa, procissão e adoração do santíssimo sacramento. Lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com o maná no deserto e hoje o povo de Deus é alimentado com o próprio corpo de Cristo. Durante a missa, o celebrante consagra duas hóstias grandes, sendo uma consumida e a outra apresentada aos fiéis para adoração de Cristo vivo no coração de sua igreja.

corpus_cristi1  Tapete artesanal na entrada principal da Catedral de São João Batista na Avenida Alberto Braune.  Fotos: Osmar de Castro    -  Nova  Friburgo Brasil

Os tapetes este ano foram confeccionados pelas seguintes instituições: Colégio Anchieta, Pastoral Familiar Diocesana, Equipes de Nossa Senhora, Pastoral da Aids, Grupo Êxodo, Catedral São João Batista, Ienf, Colégio Nossa Senhora das Dores, Diálogo Conjugal, EPC, Curso de Noivos, Polícia Militar, Capela São Silvestre, Cantomusarte, Vicentinos, Colégio Nossa Senhora das Mercês, ECC, Colégio Estadual Jamil El-Jaick, Catequese São Pedro, Paróquia Santo Antônio, Capela Rosa Mística, Capela São Sebastião, Capela Nossa Senhora das Graças, Colégio Lemos Valentim, Paróquia Sant’Anna (Cônego), Paróquia São Francisco, Capela Santa Luzia, Comunidade Nova Suíça, Paróquia Nossa Senhora Assunção, Escola Fribourg, Paróquia São Roque, Capela São José, Colégio Modelo, Oficina-Escola de Artes, Paróquia Santa Terezinha, Capela São Geraldo, Seminário Diocesano Imaculada Conceição, Capela São Sebastião, Paróquia Imaculada Conceição, Pastoral da Saúde, Comunidade Rui Sanglard, Colégio Nossa Senhora das Graças, Grupo Ação Comunitária, Colégio João Bazet, Capela São Judas Tadeu, Capela Sagrada Família, Pastoral da Sobriedade, Paróquia São Cristóvão e Paróquia São Bento Abade. corpus_cristi6 Tapete  do E.C.C.  Encontro de Casais com Cristo - Conselho Diocesano na  Avenida Alberto Braune.

Fotos: Osmar de Castro    -  Nova  Friburgo Brasil

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Carros Antigos, verdadeiras jóias…

segunda-feira, 31 de maio de 2010 0

chevolet          Detalhe frontal do Crevrolet 1928.  Observe acima e no centro, o Boyce Motometer, patenteado em 1912, que é um medidor/ termômetro que lê a temperatura do vapor do radiador.

ford1928  Chevrolet 1928, o carro mais antigo presente na exposição, uma verdadeira  preciosidade. Observe  os raios da rodas em madeira e o quebra vento com vidro bisotado.

  O casamento perfeito da beleza do Parque São Clemente, projetado em 1886 pelo paisagista francês Auguste Marie Glaziou, onde esta instalado o Nova Friburgo Country Clube e o charme dos carros antigos fizeram deste encontro algo único. 

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Assim foi o XI Encontro de Veículos Antigos de Nova Friburgo que a Associação de Carros Antigos de Nova Friburgo (Acanf) promoveu neste sábado, 29, e domingo, 30 de maio de 2010, no Nova Friburgo Country Clube.  No passado, a saudade; no tempo, a recordação; e na distância, a solução, citam os associados da Acanf, que fazem do evento uma oportunidade para se encontrarem mais uma vez, pois o hobby do antigomobilismo os une para que escrevam mais um capítulo na história e façam da amizade o melhor caminho para todas as pessoas.

chevrolet_1951XI  Encontro  de  Veículos  Antigos  de  Nova  Friburgo

 O presidente da Acanf, Paulo Roberto Marquet, um dos apaixonados pela causa dos veículos antigos,  ficou entusiasmado com o sucesso do evento , tanto em números de participantes-colecionadores, como  a presença marcante de grande número de visitantes amantes de carros antigos.   Além da exposição dos veículos antigos, durante o encontro foram distribuído kits contendo troféus, camisa e brindes, além de um jantar dançante com os participantes na noite deste sábado.

chevrolet_especial_deluxe1941 Chevrolet Especial deLuxe 1941, com a “Placa Preta”.   Foto: Osmar de Castro

Para a 11ª edição do Encontro de Carros Antigos de Nova Friburgo os destaque fica por conta de um Chevrolet 1928, tipo calhambeque, ainda com rodas de madeira, porém funcionando perfeitamente (Foto em detalhe acima) – quanto dos expositores visitantes. A Acanf considera como veículos antigos aqueles que têm 30 anos ou mais.

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RECONHECIMENTO

      Quem cuida com todo zelo e carinho dos veículos com mais de 30 anos pode ter o seu trabalho reconhecido e ganhar um verdadeiro troféu: a placa preta. Mas não é assim tão fácil. Além de ser sócio da Acanf por mais de um ano, seu veículo precisa ter 80% de originalidade, no mínimo, e passar por uma vistoria, quando então é montado um processo, feito um julgamento e posteriormente a documentação é devolvida com a aprovação ou não do carro. E ainda não acabaram as exigências. Depois disso vem o processo no Detran, quando então, finalmente, o proprietário consegue a tão almejada placa preta, o que torna o veículo especial, de coleção. Na Acanf somente associados com mais de um ano podem se candidatar a ter placa preta no seu veículo.

fuscaAcima um fusca com a famosa “placa preta”, que isenta o carro de impostos, e outras taxas, pois o mesmo passa a ser uma jóia de colecionador, exclusiva, uma raridade.

carros_antigos_country         XI Encontro de Veículos Antigos de Nova Friburgopromovido pela  Associação de Carros Antigos de Nova Friburgo (Acanf), nas dependências do Nova Friburgo Country Clube, nos dias 29 e 30 de maio de 2010.

Fotos: Osmar de Castro   -  Nova Friburgo Brasil

sábado, 29 de maio de 2010

Fábrica de Ferragens Haga

sábado, 29 de maio de 2010 0

vista_aerea_vila_nova_netVista aérea do bairro Villa Nova, onde  fica a  Haga S/A  Indústria e Comércio, fundada em 1937,  é uma empresa de capital aberto e está situada em Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro.   Sempre pioneira a HAGA é hoje uma das dez maiores fabricantes de fechaduras do país e seu sistema de gestão é considerado referência.

Ainda observamos  à  esquerda, as instalações  da “Casa de São Vicente de Paula”,  próxima ao  “6º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar de  Nova Friburgo”. 

cartaz_fabrica_Haga  Acima, cartaz  de propaganda da Fábrica Haga. Observar o número do telefone com apenas quatro dígitos: 1325.

fachada_haga_fabrica_net Entrada principal da Fábrica Haga  na atual Avenida  Engenheiro Hans  Gaiser, 26  Nova Friburgo – RJ.    Telefones: (22) 2522-1552 | 2522-7496 | 2522-4482

 Fotos: Osmar de Castro       -         Nova Friburgo  Brasil

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Memorial da “Colonização Suíça” em Conquista

quinta-feira, 20 de maio de 2010 0

Historia da imigração suíça 1818      Em Conquista,  Nova Friburgo você encontra o “Memorial da Colonização Suíça”, que fica  aberto a visitação de terça-a-domingo, no horário comercial.  Para saber mais sobre Nova Friburgo, seus fundadores, sua cultura, e principalmente sobre seus primeiros habitantes: os “Colonos Suíços”, vale uma visita ao “Memorial  da Colonização Suíça”,  que fica anexo à   “Queijaria Escola”, fundada em 1987, no bairro de Conquista  no  km 116.     

memorial_casa_suíça  Memorial  da Colonização Suíça em Conquista, Nova Friburgo.  Foto: Osmar  de  Castro

Abaixo, um pouco mais sobre a “Colonização Suíça”  ocorrida em Nova Friburgo, primeira cidade do Brasil criada por  um Decreto Real, assinado por Dom João VI, em  Maio de 1818.

BREVE  HISTÓRIA  DA  COLONIZAÇÃO  SUÍÇA  EM  NOVA  FRIBURGO

        Em 1816, os suíços começaram a imigrar devido às péssimas condições de vida existentes em seu país. Mais de 10.000 pessoas deixaram a Suíça entre 1816/1817. E desde o século XV até o século XIX, mais de 2 milhões se encontravam no estrangeiro como mercenários.

memorial_casa_suica_net Interior do Memorial da Colonização Suíça em Conquista.             Foto: Osmar de Castro

A revolução industrial de 1815/1816 foi um dos fatores que provocaram o desemprego em massa, em virtude da importação de máquinas agrícolas e têxteis inglesas. O comércio que era essencialmente feito com a França, sofreu muito por causa das elevadas taxas alfandegárias impostas por aquele país.

As condições atmosféricas também muito desfavoráveis com chuvas prolongadas, retardaram as colheitas, o que trouxe a fome.

Em 1817, Sebastian Gachet - um próspero comerciante suíço - preparava-se para vir ao Brasil, considerando que a libertação dos escravos, que já se pronunciava, acarretaria falta de mão-de-obra; isso tornaria aceitável, por parte do governo brasileiro, a idéia de trazer imigrantes suíços.

memorial_suiça_colonos   Sobrenomes dos primeiros  “Colonos Suíços”  aqui chegados em 1818. 

A Suíça era um estado independente, mas ligada aos outros por inúmeros tratados. Leurs Excellences eram cerca de 60 famílias que dominavam o poder. As constantes agitações desde 1636 quando começou a guerra dos camponeses de 1773 a 1780, além de problemas religiosos em 1797, desencadearam um motim que felizmente foi abortado.

A revolução francesa também agitou os cantões. Em 1797, o diretório francês decidiu invadir os cantões de Vaud e Jura, acontecendo o mesmo com Fribourg em 1798.

Em 1799 a pilhagem, ocupação estrangeira e o povo crivado de impostos, acarretaram a miséria.

Nos anos de 1813 a 1814, a Suíça serviu de passagem às tropas francesas que acabaram de devassar o que havia restado das magras colheitas.

Por feliz decreto, El Rei D. João VI abriu as portas do Brasil à imigração estrangeira, autorizando a vinda de 100 famílias Suíças do cantão de Fribourg. Foi a esperança para 2.013 pessoas que, em sete veleiros, cruzaram o Atlântico, trazendo junto à bagagem o espírito dos valentes! Dessas, apenas 1689 chegaram, sendo instaladas na fazendo do Morro Queimado.

memorial colonos_castronet  Quarto de Colonos Suíços no Memorial do Colonizador.                  Foto: Osmar de Castro

Em 03 de janeiro de 1820. Por Decreto Real, foi fundada a Vila de Nova Friburgo. Em 1824 recebeu, por ordem do imperador D. Pedro I, imigrantes alemães. Era a terra continuando sua predestinação de hospedeira acolhendo com carinho os que chegavam.

192 anos, os portugueses e negros receberam os imigrantes suíços, seguidos dos alemães, italianos, libaneses, espanhóis, japoneses, e tantos outros que, com amor, trabalho e fé, geraram um povo, trabalharam o campo e construíram no meio da natureza invejável, uma cidade como poucas: Nova Friburgo !

Texto:  Raphael Luiz de Siqueira Jaccoud.                                                                              

Fotos:  Osmar de Castro

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