Nascido em Nova Friburgo em 1896, Guignard aos 11 anos muda-se com a família para a Europa em 1907, entre 1915 e 1923 freqüenta a Real Academia de Belas Artes de Munique e estuda com Hermann Groeber e Adolf Hengeler.
Aperfeiçoa estudos em Florença e participa do Salão de Outono em Paris. Em 1929 retorna para o Rio de Janeiro, integra-se ao cenário cultural e conhece Ismael Nery, Candido Portinari, Di Cavalcanti e Oswaldo Goeldi. Participa e é destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra do Salão Revolucionário de 1931.
Um desenho de Guignard feito em papel guardanapo para Amalita Fotenelle, sua Musa inspiradora.
Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo no ano de 1896 e faleceu em 1962 em Belo Horizonte.
Alberto da Veiga Guignard. Orquídeas, tela de 1937 - Óleo sobre tela, c.i.d.
91 x 61,5 cm - Coleção Particular
De 1931 a 1943, Guignard empenha-se no ensino de desenho e gravura na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Em 1943, passa a auxiliar alunos em seu ateliê e forma o Grupo Guignard. Realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, a primeira e única exposição do grupo, é fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa.
___________________________________ Guignard ______________________________________
A convite do prefeito Juscelino Kubitschek, em 1944 muda-se para Belo Horizonte e começa a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passam Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Em 1962, em sua homenagem, a escola passa a se chamar Escola Guignard.
Tarde de São João. Tela de Alberto da Veiga Guignard, elaborada em dezembro de 1850. Acervo do Instituto Tomie Ohtake
Sua produção compreende paisagens, retratos, pinturas de gênero e de temática religiosa. Em 1996, foram realizadas exposições comemorativas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Belo Horizonte ao centenário de seu nascimento.
Guignard o “Pintor para Pintores” em um momento de descontração enquanto pintava uma tela tendo as igrejas e montanhas de Minas como principal inspiração.
Escultura de Alberto da Veiga Guignard concebida em papel machê pelo artista plástico Zeppi.
As reverências a Guignard feitas em Nova Friburgo são uma praça no Parque Santa Eliza, integrando o Circuito Turístico-Cultural Gama, a antiga Casa da Cultura do Country Clube, hoje Sala Guignard, e uma sala de exposições do Centro de Arte que leva o nome do artista. A obra mais famosa de Guignard, o quadro Vaso de Flores, foi arrematada há cerca de dois anos pelo ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho por aproximadamente R$ 1, 8 milhão, num leilão em Nova York, nos Estados Unidos. A obra é definida pela crítica como uma verdadeira “relíquia das artes plásticas”.
Acima, Guignard em um momento de descontração em seu atelier em Minas Gerais, à frente, e em primeiro plano, escultura em papel Machê elaborada pelo artista plástico Zeppi.
Praça Alberto da Veiga Guignard em Nova Friburgo. Uma justa homenagem a grande pintor friburguense aqui nascido 1896, que nos deixou um legado especial de sua arte espalhado pelo mundo. O monumento em questão foi idealizado pelo Gama ( leia-se Jaburu) e concebido pelo artista plástico Felga de Moraes com o apoio irrestrito da Gemini Engenharia, Pedrinco, e o poder Executivo de Nova Friburgo.
Óculos de Guignard, sua marca registrada que sempre o acompanhou na análise final de seus trabalhos, que somados são um verdadeiro legado de arte para o mundo.
Fotos: Acervo Digital Castro - Nova Friburgo Brasil














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