Um ano após a maior tragédia climática do Brasil, Nova Friburgo ainda convive com o descaso dos seus “Políticos Administradores”, entre processos e liminares, a cidade vai tentando se reerguer. O povo friburguense cansado dos descaso das autoridades competentes vai à luta e tenta colocar em dia seus sonhos e sua vida. A cidade esta desfigurada, tanto física como moralmente. Até hoje 11 de janeiro de 2012, um ano depois de tantos sofrimentos e mortes, inúmeras são as reivindicações dos friburguenses: escolas reformadas e reconstruídas, estradas, pontes, saúde e um pouco mais de respeito por aqueles que são os eleitores, ou como dizem no meio politico: “O Zé Povinho”…
Um ano de descaso. Em destaque a Capela de Santo Antônio na Praça do Suspiro
Exatamente um ano depois da tragédia. Um dos pontos turísticos mais visitados de Nova Friburgo, a Praça do Suspiro, ainda tem muita lama e pontos destruídos, como é o caso da Fonte do Suspiro e da Praça dos Trovadores. A tradicional fonte do Suspiro que serviu de inspiração aos poetas e enamorados simplesmente desapareceu da vida do friburguense.
Símbolo da maior catástrofe natural ocorrida em nova Friburgo, a Capela de Santo Antônio continua fechada.
Deslizamentos ocorridos acima do prédio do Hospital São Lucas no bairro de Duas Pedras. Foto: Osmar de Castro
Março de 2010 e Janeiro de 2012. Cachoeira Véu de Noiva no Alto do Catete. Um dos principais pontos turísticos de Nova Friburgo, que ficava às margens da RJ-116, foi literalmente levado pelas águas de janeiro de 2011.
Em Nova Friburgo, a maior parte das vítimas morava no bairro de Conselheiro Paulino. O Hospital São Lucas (particular) foi bastante atingido pelas águas e o Hospital Municipal Raul Sertã teve o primeiro piso totalmente inundado. O ginásio do IENF - Instituto de Educação de Nova Friburgo foi usado como necrotério devido a grande quantidade de corpos que chegavam a toda hora. Mais de 800 toneladas de lixo, lama e entulho eram retiradas por dia das principais ruas da cidade.
Em janeiro de 2011,as chuvas em Nova Friburgo atingiram 182,8 milímetros em apenas 24 horas. Foi o maior índice pluviométrico registrado em toda a história da cidade.
Janeiro de 2012. No bairro Córrego D`Antas, um dos mais atingidos pelas fortes chuvas de janeiro de 2011, pouca coisa mudou. Olhando em volta parece que estamos em um cenário de guerra.
Construção do muro de contenção de encostas no morro do Teleférico em Nova Friburgo. Foto: Osmar de Castro
Janeiro de 2012. Rua Cristina Ziede no centro de Nova Friburgo. As marcas da destruição estão por toda a cidade.
Prejuízos na economia
A Região Serrana é o mais importante pólo de produção agrícola do estado do Rio. Com a destruição, estima-se que 17 mil famílias que se sustentavam da atividade agropecuária tenham sido afetadas.
Se meu fusca “falasse”, este fusca seria com certeza um testemunho ocular da tragédia que se abateu sobre Nova Friburgo. O mesmo ficou literalmente atolado na areia às margens do Córrego d´ Antas.
No comércio, 84% dos empresários da região foram afetados pelas chuvas de janeiro e os prejuízos estimados pela Fecomércio são de R$ 469 milhões. Na indústria, do total de 278 empresas do Sistema Firjan, 68% foram afetadas, a maioria em Nova Friburgo. Os prejuízos estimados pela Firjan foram de R$ 153 milhões.
CPI da Alerj
Pouco mais de um mês da tragédia, em fevereiro de 2011, a Assembléia Legislativa do Rio instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as responsabilidades dos órgãos públicos sobre a tragédia na Região Serrana.
Janeiro de 2012. O Rio Bengalas entre as Avenidas Comte Bittencourt e Galdino do Valle Filho depois de alguns minutos de chuva intensa.
Após seis meses de trabalho, o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), a partir do relatório do deputado Nilton Salomão citou as principais causas da tragédia: “A falta de um plano de contenção de encostas instáveis, o abandono total da política de uso do solo, onde diplomas fajutos de posse de terra eram dados em regiões de risco, a política errada de as concessionárias ligarem água e luz em imóveis que estão em área de risco e a falta de um sistema estruturado nacional de Defesa Civil profilática, preventiva, não apenas para atender mortos e feridos. Não há definições de abrigos previamente planejados, não existiam redes de radares para dar alertas às comunidades em áreas de risco", disse ele na época da aprovação do relatório.
A essas causas ele acrescentou a “corrupção endêmica” , que, segundo disse, teria entre outras situações permitido a ocupação irregular de áreas de risco.
Ultimo estágio do Teleférico de Nova Friburgo no “Morro da Cruz” que pode desabar a qualquer momento sobre a Vila Amélia.
Vista aérea da Praça do Suspiro que foi descaracterizada pelas fortes chuvas que caíram sobre Nova Friburgo no fatídico dia 12 de janeiro de 2011.
Fotos: Osmar de Castro - Nova Friburgo Brasil
Para conhecer um pouco mais Nova Friburgo e sua história basta cessar: http://www.panoramio.com/user/1022882/slideshow














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